“O Tempo é um ótimo professor. Pena que mata seus alunos.”
Conhece esta frase?
Por várias vezes eu refleti sobre o descaso das pessoas com relação ao passado, a história. O problema é que quem abandona o bonde da história não deixa sua marca no tempo. O tempo é cruel com quem não preserva as memórias de seus antepassados, de sua comunidade, até mesmo de seu cotidiano. Se continuarmos assim, com o tempo agente esquece de tudo!
E o que fazer pra mudar isso?
Talvez a resposta esteja no próprio tempo.
Na mitologia grega encontramos CLIO, uma das nove musas que habitam o monte Hélicon. CLIO é filha de ZEUS (a inteligência) com MNEMOSINE (a memória) e é neta do CRONOS (o tempo). Sendo assim, CLIO é a musa que representa a história e a criatividade, é aquela que divulga e celebra as realizações. Preside a eloquência, sendo a fiadora das relações políticas entre homens e nações. É representada como uma jovem coroada de louros, trazendo na mão direita uma trombeta e, na esquerda, um livro intitulado Tucídides. Outras representações apresentam-na segurando um rolo de pergaminho e uma pena. Um dos nove livros de Heródoto leva o nome de CLIO em homenagem à deusa.
E assim, usando a imaginação poética da mitologia, podemos analisar que a história faz parte do tempo, e que toda memória deve ser preservada. Pois o que faz a história é a preservação no tempo, da memória.
Artianik F. Ribeiro